Quem sou eu

Minha foto
Av. N. Sra. de Copacabana, 978 / 506 - Copacabana, Rio de Janeiro, Brazil
Tel. (21) 2247-3454 ___ Tel. (21) 8178-7190 ( Emerg. )

domingo, setembro 26, 2010

Orientações pós-operatórias

Orientações pós-operatórias

Toda vez que for submetido à uma cirurgia, você receberá no consultório, as orientações pós-operatórias impressas e específicas. Estou disponibilizando essas orientações para facilitar nosso entendimento mas, lembre-se, em caso de dúvida não hesite em entrar em contato.

Aplicação de gelo
Aplicação de gelo nas primeiras 24h após a cirurgia. Lembre-se da sua bolsa de gel térmico sobre o local ( bochecha ) previamente isolado com creme hidratante ou vaselina, com aplicações de 5 minutos com descanso de 1 minuto. Quanto mais vezes ao dia, melhor!

Sua alimentação
Alimentação líquida, pastosa e na temperatura ambiente.
Evite cascas (ex. tomate, uva, pipoca, etc), grãos e farelos (ex. granola, aveia, etc), sementes (ex. morango, figo, morango, linhaça, etc), ácidos (ex. frutas cítricas, balas, refrigerantes, etc).
Não mastigue do lado operado por um período de 3 semanas.
Dê preferência aos alimentos gelados nas primeiras 24h. Consuma sorvetes.

Sua higienização
Não escove o local da cirurgia, você receberá, no consultório, uma escova apropriada para situações pós-cirúrgicas.
Você deverá “banhar” o local com colutórios e/ou enxaguatórios anti-sépticos bucais, nada de bochechos vigorosos.
No resto da boca, mantenha sua escovação normal.

Suas atividades físicas
Repouso absoluto nas primeiras 24h. Nenhum esforço físico, pelo menos, nos próximos 3 dias. Não se exponha ao sol e/ou outras fontes de calor por no mínimo 5 dias.
Procure deitar com a cabeça um pouco mais alto que o restante do corpo, use um travesseiro mais alto ou dois travesseiros, pode–se colocar “saltinhos” nos pés da cabeceira da cama.
Não apóie do lado operado da face, não abaixe abruptamente sua cabeça, prefira flexionar suas pernas para se abaixar.

Seus hábitos
Não faça consumo de bebidas alcoólicas durante 10 dias ou até o término das suas medicações.
Reduza ao máximo o tabagismo – Aproveite para tentar parar de vez esse hábito!

Cirurgias do seio maxilar - além das orientações acima
Se houver entupimento nasal, evite assuar o nariz, faça o uso de descongestionante nasal (SORINE).
Em casos de espirros ou tosses, faça-os de boca aberta para evitar pressão na área operada.
É comum haver algum sangramento nasal nos primeiros dias, portanto, não se preocupe.
Algumas atividades deverão ser suspensas por 3 semanas ( natação, corridas, sauna, vôos, viagens aéreas ). Mergulhos só serão liberados após 8 semanas.

quarta-feira, setembro 22, 2010

Orientações pré-operatórias

Orientações pré-operatórias

Você e seu Médico
Uma avaliação do estado geral da sua saúde é de responsabilidade do seu médico e, é sempre bom consultá-lo. Para que possamos realizar seu tratamento odontológico, é indispensável o controle de sua pressão arterial, da glicose e do seu colesterol. Relate sempre suas alergias e intolerância aos medicamentos bem como, àqueles de seu uso regular.

Exames Clínicos Laboratorias
Sempre necessitamos de um exame de sangue recente composto basicamente de hemograma completo, coagulograma, glicose. Mas, o mais importante são os cuidados na coleta deste material:
> Não se submeta aos esforços físicos antes do exame.
> Jejun de 12 horas, só podendo ingerir água.
> Informe todo medicamento utilizado nos últimos 14 dias. Não se equeça que por mais que pareça “inofensível” medicamentos a base da Ácido Acetil Salicílico (AAS – Aspirina – Melhoral – Sonrisal, . . .), heparina, anticoagulantes orais, antiagregante plaquetário, antinflamatórios, antidepressivos, antialérgicos, diuréticos e beta-bloqueadores devem ser informados.

Exames de Imagem
Sempre necessitamos de exames radiológicos e/ou tomográficos. Lembramos que o consultório dispõe de aparelho de radiologia. Mas, exames mais detalhados de imagem são essências para nossa atuação. Desta forma, mantemos convênios e parcerias com inúmeros Centros de Imaginologia de excelência em todos os bairros de Rio de Janeiro.
Mas, o mais importante que o paciente tem que ter em mente é que todas as prótese removíveis devem ser retiradas no hora do exame. Só devem ser utilizadas quando solicitadas pelo dentista ou pelo técnico que executará. Nunca se esqueça de levar seu Guia Tomográfico utilizado para o planejamento dos seus Implantes.

Dia da cirurgia – seus remédios
Não interrompa os remédios que você toma regularmente ( pressão arterial, hormônios, diabetes, etc . . . ), os medicamentos que serão suspensos uma semana antes são os anticoagulantes e os com Ácido Acetil Salicílico(ver acima).
Lembre-se: seu médico poderá modificar o tempo de suspensão destes medicamentos. Caso, nesta semana da cirurgia, necessite de algum analgésico ou anti-térmico dê preferência ao Tylenol (Paracetamol), Advil ou Alivium (Ibuprofeno) ou Novalgina (Dipirona).

Dia da cirurgia – sua alimentação
No dia da cirurgia mantenha sua alimentação como de costume. Não faça nenhuma dieta e mantenha seus hábitos.
Tome seu café da manhã mesmo que a cirurgia seja pela manhã; almoce, normalmente, mesmo sabendo que que fará uma cirurgia na parte da tarde e, jante – se for seu hábito – sabendo que á noite será operado.
Os cuidados com a alimentação são importantes no PÓS-OPERATÓRIO. Lá sim, está tudo explicado.

Dia da cirurgia – Mediação pré-operatória
Não existe um protocolo de medicamentos utilizados nas cirurgias pois, cada caso é um caso. E, cada cirurgia tem as suas peculiaridades. De qualquer forma, esteja atento à necessidade de tomar seus medicamentos respeitando datas, horários e dosagem.

O que está sendo postado aqui tem a simples finalidade de melhorar nossa comunicação mas, como está escrito nas minhas orientações pós operatórias que forneço no consultório: “não subestime suas reações, é preferível perder um minuto ao telefone do que permitir que algo de grave se instale”. Pois bem, tendo dúvidas nos telefone!

domingo, abril 12, 2009

Coroas In Ceram


Situação inicial do paciente com mordida aberta



Após cimentação definitiva das coroas In Ceram

Laboratório SkyLab




segunda-feira, maio 19, 2008

Implantes

IMPLANTES
Colocação do Implante Regular-neck (Straumann)
na área do 2 pré molar inferior esquerdo. Cirurgia
realizada com 2 semanas.

Colocação do pilar sólido de 4mm, moldagem será
realizada para a confecção de uma coroa All-ceram.


Cimentação definitiva da coroa. Trabalho finalizado.

segunda-feira, abril 28, 2008

Implantes Dentários

O que é um implante dentário?

Um implante dentário é um pequeno parafuso metálico feito de titânio e que é muito bem tolerável e bem aceito pelo organismo como tecido próprio.

Uma breve intervenção cirúrgica sem dores para uma solução a longo prazo.

Para poder exercer a função de raiz, o implante dentário é inserido no osso tanto da maxila quanto da mandíbula.
A breve intervenção é realizada no consultório sob anestesia local. O implante irá “fundir-se” com o osso – num conceito de osseintegração, sem causar dores, formando uma base sólida para a fixação resistente da prótese a longo prazo.

Estético desde o início

Conforme a situação, há a possibilidade de sujeitar o implante a esforços logo após a sua colocação e fixar de imediato a prótese definitiva. Mas, como cada tratamento com implantes visa, em primeiro lugar, o êxito a longo prazo, esta decisão deve ser tomada pelo dentista só depois de uma avaliação cuidadosa da situação clínica. Se a prótese não puder ser fixada de imediato, será aplicada uma prótese provisória até haver as condições necessárias para a fixação da prótese definitiva.

Titânio:
Metal branco prateado de alta qualidade. O titânio revelou ser um material biologicamente muito bem tolerado. É aceito pelo organismo como tecido próprio. Devido a sua elevada resistência e durabilidade, é utilizado na medicina dentária como material base para implantes.
No último ITI Brazil Congress 2010 realizado nos dias 23-25/09 a Straumann lançou um novo implante – Roxolid – composto de titânio com zircônia e que confere 50% a mais de resistência. O que já era bom, ficou melhor!


Quais são as vantagens oferecidas pelos implantes?

Dentes fixados em implantes:

>São mais próximos ao natural, tanto do ponto de vista estético como funcional.

>Inserem-se harmoniosamente no arco dentário.

>No dia-a-dia não se distinguem dos dentes naturais, nem na função, nem na aparência.

>Formam um fundamento estável para a prótese. Poupam o paciente das desvantagens de próteses convencionais como, por exemplo, marcas dolorosas e uma fixação pouco segura.
Evitam que a gengiva seja coberta pelo plástico da prótese (base de resina), o que tem um efeito positivo sobre a capacidade expressiva da fala e do paladar.

>Tornam o desgaste dos dentes vizinhos desnecessários.

>Podem impedir a regressão do osso*.

*Regressão do osso:
Tal como as raízes naturais, os implantes distribuem as forças mastigatórias uniformemente ao osso do maxilar. À semelhança do que acontece com os dentes naturais, este é submetido a uma carga e mantém a sua forma natural. Se faltar esta carga, como nas soluções convencionais, o osso do maxilar desaparecerá lentamente.



Em que situação os implantes podem ser usados?

... quando uma doença provoca a perda de dentes.
Tanto na juventude como numa idade mais avançada: Graves inflamações da gengiva ou das raízes, cáries ou outras doenças podem dar origem à perda de dentes. Os implantes dentários são, nesses casos, a alternativa ideal para restituir a imagem de aparência anterior.

... quando um acidente provoca a perda de dentes.
Tanto durante a prática de algum esporte como na vida do dia-a-dia: Um acidente que leva à perda de um ou vários dentes, pode acontecer a toda hora. Aqui os implantes dentários também devolvem a estética e as funções naturais. Num caso individual, os implantes até podem ser colocados logo após um acidente - dependendo da danificação do tecido circundante.

... quando os dentes faltam desde criança.
Um espaço entre dentes pode dever-se também a uma predisposição genética. Quando se trata de dentes não desenvolvidos ou não totalmente formados, os implantes dentários constituem o fundamento sólido para uma prótese.


Quem pode usar implantes?

Quase todas as faixas etárias.
Os implantes dentários podem ser usados logo que o crescimento do maxilar esteja concluído. Exceto esta restrição, os implantes podem ser a solução ideal para todas as faixas etárias.

Condições para um tratamento coroado com êxito

As condições básicas para a implantação coroada ter um resultado de sucesso são um bom estado geral de saúde, uma boa higiene oral e massa óssea suficiente. Se o volume ósseo não for suficiente para a colocação de um implante, o osso pode ser reconstruído através do enxertos e preparado para a implantação.

Aconselhamento, diagnóstico e planejamento cuidadosos são de fundamental importância

Se os implantes são a melhor solução, só o dentista o pode dizer depois de ter analisado cuidadosamente o respectivo caso. Estando satisfeitas todas as condições clínicas, o médico dentista terá de elaborar cuidadosamente um plano de tratamento, a fim de poder obter um resultado otimizado a longo prazo.

Os implantes são seguros?

40 anos de pesquisas intensas e independentes

Desde a sua criação nos anos 60, a utilização de implantes foi analisada em mais de 10.000 estudos científicos. Existem estudos de longa duração que observaram as soluções de implantes ao longo de mais de 15 anos e que documentam claramente a taxa de êxito superior a 96%.

Cuidados para garantir o êxito a longo prazo

Tal como os dentes naturais os dentes fixados em implantes também necessitam de um controle regular e de uma higiene oral cuidadosa. Além do planejamento cuidadoso do tratamento e da colocação correta do implante, é o cuidado adequado uma das condições mais importantes para o êxito a longo prazo.

Quanto custa uma prótese fixada em implantes?

Os custos são tão individuais como as soluções

O tratamento e os respectivos custos dependem de diversos fatores e são muito variáveis.
Os custos são compostos da seguinte forma:

>número de implantes a colocar
>tipo de restauração escolhida
>trabalho técnico necessário
>eventual reconstrução do osso (necessária só em casos especiais)
Em regra, o plano individual de tratamento e os custos fornecem informações sobre os custos da intervenção cirúrgica (colocação dos implantes, reconstrução do osso), do laboratório (confecção dos novos dentes em laboratório dentário) e do trabalho protético (colocação dos dentes).

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

Implante Ocular

Implante Ocular


Um irlandês que ficou cego após uma explosão recuperou parte da visão depois de ter um dente de seu filho implantado na cavidade ocular durante uma cirurgia em Brighton, na Inglaterra.

Robert McNichol tinha perdido a visão há dois anos, quando uma explosão de alumínio líquido o atingiu no centro de reciclagem onde trabalhava.

Os médicos que o trataram afirmaram que nada poderia ser feito sobre sua cegueira, mas um professor da Universidade de Nottingham, na Inglaterra, sugeriu a McNichol que visitasse o cirurgião Christopher Liu, do Hospital do Olho de Sussex, em Brighton.

Liu realizou a cirurgia conhecida como Osteo Odonto Kerato Prosthesis (OKPP, na sigla em inglês), que consiste em implantar na cavidade ocular uma prótese criada com a raiz viva do dente acoplada a um cilindro ótico. Esta prótese funciona como uma nova "ponte", capaz de sustentar a lente intra-ocular, que substitui a córnea danificada do paciente.

Para realizar a prótese, Liu usou um dos dentes caninos e parte da gengiva do filho do paciente, considerado o melhor doador depois de vários exames.

Desde a cirurgia, que durou 16 horas e foi realizada em dezembro de 2007, ele já recuperou parte da visão direita. Segundo os médicos, a visão esquerda não poderá ser recuperada pois foi muito danificada.

"Eu saí da escuridão para a luz", disse o paciente. "Eu posso ver televisão, andar na rua sozinho, ver meus filhos e minha esposa. É inacreditável", afirmou McNichol ao jornal britânico The Independent.

Olho por dente!!!!!!!!!

Realizada pela primeira vez na década de 60 na Itália, a OKPP é indicada em casos nos quais o transplante de córnea convencional não soluciona o problema de visão do paciente.

A porta-voz do Hospital do Olho de Sussex disse à BBC Brasil que apesar de rara, a cirurgia já foi realizada pelo médico várias vezes e que ele é um especialista neste tipo de implante.

De acordo com o Independent, estima-se que o custo do procedimento cirúrgico na Grã-Bretanha seja de aproximadamente 40 mil euros (R$100 mil).

Antes da operação, McNichol foi alertado pelos médicos que ele teria 65% de chances de voltar a enxergar depois da cirurgia.
"A aparência não é muito boa, na verdade. Eu pareço o 'Exterminador do Futuro', mas não me importo", afirmou o paciente ao jornal.

quinta-feira, julho 05, 2007

Sangramento na gengiva é sinal de doença


A boca desenvolve variadas e complexas funções.
Por ela as pessoas falam, se alimentam, respiram, beijam.
Porém, se mal cuidada, pode ser a porta de entrada de muitas doenças, com sérias complicações para todo o organismo. Hábitos saudáveis e a correta higiene bucal são condições essenciais para prevenir enfermidades periodontais inflamatórias como gengivite e periodontite.
A primeira se caracteriza pela coloração “vermelho vivo” e pode apresentar sangramento espontâneo ou ao toque da escova e/ou fio dental.
Quando estes sinais clínicos aparecem, normalmente o paciente imagina que o sangramento se dá pelo trauma causado pela escova e o fio dental, mas para que isso aconteça, o fio dental tem de “cortar” a gengiva ou a escova é dura demais.
Portanto, se está sangrando, o dentista deve ser consultado.
Se não for tratada, a gengivite pode evoluir para a doença periodontal, ou seja, as toxinas produzidas pelas bactérias abrirão caminho por um pequeno espaço entre o dente e a gengiva (sulco gengival), atacando também a parte de sustentação dos dentes.
Conseqüentemente, teremos a destruição do tecido ósseo que envolve os dentes e estes começarão a amolecer e mudar de posição. A invasão bacteriana é lenta e na maioria das vezes indolor, com isso a pessoa acaba se acostumando, relatando que às vezes a gengiva sangra, incha e sai pus, mas retorna ao quadro clínico normal.
O problema é que a destruição óssea é um processo irreversível e o que o periodontista faz é eliminar a infecção e estabilizar a perda óssea. No entanto, o ganho de osso e gengiva na região afetada é pequeno, a não ser nos casos em que são feitos tratamentos cirúrgicos de enxertia óssea e gengival.
Uma vez formado o tártaro (mineralização da placa bacteriana), o paciente não conseguirá removê-lo com a escova e o fio dental. Portanto, somente o dentista conseguirá sanar o problema, sendo que controles periódicos são fundamentais para a longevidade do tratamento. Isso porque, pessoas que tiveram problemas periodontais, são aquelas mais susceptíveis à formação do tártaro, ou pelo tipo de saliva, alimentação ou flora bacteriana.
Além dos problemas bucais, as bactérias envolvidas na doença periodontal podem vir a afetar o coração (endocardite bacteriana), vias respiratórias e trato gastrointestinal, que são infecções de grande porte e de tratamento com medicação antimicrobiana.
A perda de um elemento dental pode ser restituída através de vários tratamentos reabilitadores e uma delas é o implante osseointegrado, mas isso não significa que este paciente não está mais susceptível à doença periodontal, pois da mesma forma que ele pode perder dentes através da doença, também poderá perder os implantes por infecção (periimplantite).
Os sinais clínicos são semelhantes: vermelhidão gengival, sangramento espontâneo ou ao toque, mobilidade dos implantes, pus. Por isso, após a instalação, a pessoa deve fazer exames periódicos, como o chamado radiográfico (realizado anualmente).
A melhor forma de prevenir as doenças periodontais inflamatórias, além da correta higienização, são os marcadores de bactérias, encontrados na forma de pastilhas, soluções ou em cremes dentais.
O produto, quando passados nos dentes e gengivas e enxaguados com água deixam marcadas em vermelho as regiões onde ainda há placa bacteriana. Depois, basta voltar aos locais e removê-las com o fio dental ou com a escova.
Além disso, é importante usar o raspador de língua para descontaminá-la e tirar a saburra, fazer bochechos enxagüatórios com flúor (mesmo nos adultos) e evitar a ingestão de sacarose (açúcar) no período entre as refeições, porque a mesma potencializa a velocidade de formação da placa bacteriana.

sexta-feira, junho 15, 2007

Chiclete pode ser o inimigo da cárie

A notícia deverá deixar muitos pais surpresos, mas um chiclete – isso mesmo – poderá se transformar na nova arma contra a cárie.
Quem garante são os pesquisadores da indústria alemã Basf.
Eles criaram uma goma de mascar com uma bactéria que protege os dentes contra as famosas, indesejadas e muitas vezes doloridas ulcerações dentárias.
São as bactérias ácido-láticas (Lactobacillus) ou também conhecidas como probióticas. Cultivadas e reproduzidas em laboratório, elas são conhecidas como “bactérias do bem”.
O título, obviamente, não é por acaso.
Esses microorganismos têm o papel de proteger o organismo da proliferação de bactérias maléficas ao mesmo tempo que favorecem o crescimento daquelas que fazem bem à saúde. Elas são encontradas normalmente, por exemplo, em iogurtes, e têm papel importante no equilíbrio da flora intestinal.
No trabalho alemão, as Lactobacillus foram testadas na prevenção da cárie com resultados muito satisfatórios, segundo os pesquisadores. As bactérias probióticas impediram a ação de uma outra bactéria, a Streptococcus mutans.
Essa, sim, uma verdadeira bactéria do mal.
O agente se reproduz continuamente na superfície dos dentes transformando açúcar em ácidos agressivos que danificam o esmalte dos dentes. O fim desse processo é a cárie. “Com o Lactobacillus anticáries descobrimos um antagonista que se prende aos germes causadores do problema. Dessa maneira, essas bactérias evitam que eles grudem na superfície dos dentes”, afirma Andreas Reindl, da Basf, um dos pesquisadores do estudo.
Após os resultados dos experimentos, a empresa, em parceria com companhias fabricantes de produtos de higiene bucal, planeja lançar no ano que vem não só o chiclete, mas também outros artigos do gênero contendo a bactéria.
A descoberta – e a chegada de produtos às mãos do consumidor – é importante porque amplia as possibilidades de evitar a cárie dentária, um problema que afeta cinco bilhões de pessoas em todo o mundo.
Os dados são da Organização Mundial da Saúde. Por isso, é claro que a notícia mexeu com a comunidade de dentistas. Mas eles preferem a cautela, pelo menos por enquanto.
O produto age apenas sobre um tipo de bactéria, mas existem outras que provocam doenças graves, como a gengivite, por exemplo.
Assim, nunca é demais lembrar que nenhum produto é mais eficaz para combater cáries do que a escova e o fio dental.
Além disso, visitas semestrais ao dentista são obrigatórias.

QUEM É A "BACTÉRIA DO BEM"

•Os lactobacillus são bactérias que trabalham em defesa do organismo.
•Elas favorecem a proliferação de outras bactérias benéficas ao corpo e reduzem a concentração das que são maléficas.
•Ela é útil contra a cárie porque combate a bactéria Streptococcus mutans, um dos principais agentes causadores do problema.
Goma de mascar sem açúcar previne cáries, aponta pesquisa


Ao contrário do que muita gente pensa, dar uma goma de mascar para as crianças após as refeições pode ser um ato saudável. Segundo uma pesquisa publicada neste mês pelo Instituto Nacional de Pesquisa Dentária e Craniofacial dos Estados Unidos, chicletes que substituem o açúcar por adoçantes artificiais não só são inofensivos como ainda previnem as cáries.

A pesquisa, elaborada pela pesquisadora e professora associada da Escola de Medicina Dental da Universidade Harvard (EUA) Catherine Hayes, revisa 14 estudos clínicos que avaliaram os efeitos de adoçantes como o sorbitol quanto à incidência de cáries.

Os estudos mostram uma consistente diminuição de cáries dentais com o uso destas substâncias. Entre 30% e 60% dos participantes que usaram gomas de mascar ou cremes dentais com adoçantes (edulcorantes) na fórmula apresentaram queda na incidência do problema.
Esses adoçantes não são metabolizados pelas bactérias que causam as cáries.

Assim, a bactéria não consegue produzir o ácido que ajuda a descalcificar o dente.
As crianças que mascam gomas sem açúcar não têm cáries, e as que mascam chicletes açucarados têm. Simples.


Efeito secundário

A substituição de açúcar por adoçantes em gomas de mascar é benéfica por evitar efeitos negativos. Mas a prevenção ativa das cáries é, apenas secundária.
Elas [as gomas sem açúcar] estimulam a salivação, e a saliva é anticariogênica (previne as cáries).
De acordo com a pesquisa de Hayes, todas as pesquisas analisadas demonstram que edulcorantes, como o sorbitol, auxiliam na redução dos índices de aparecimento de cáries.
Há uma gama muito grande de tipos e sabores de gomas de mascar sem açúcar que são uma opção boa para a educação das crianças.
Lembre-se, porém, que excessos são sempre perigosos.
Se a criança passar o dia inteiro mascando chiclete, isso pode ter um efeito negativo. O aspartame, por exemplo, pode causar intolerância. Obviamente, não se recomenda que isso seja usado indiscriminadamente.
Indica-se aos pacientes que masquem chicletes sem açúcar até no máximo dez minutos, apesar de não haver estudos sobre o tempo ideal.
O efeito das gomas de mascar sem açúcar serão nulos se outros fatores, como dieta e higiene bucal, não forem corretamente controlados.
Mesmo assim, no geral, os especialistas consideram as gomas de mascar positivas.
Além de estimular a salivação, o chiclete remove restos alimentares, e é bem melhor dar um chiclete sem açúcar do que uma bala.
Recomendamos seu uso a crianças que comem doces em excesso.

quarta-feira, junho 06, 2007

Pacientes com dor orofacial crônica apresentam mais bruxismo


O bruxismo, hábito de apertar e ranger os dentes é comum em cerca de 15% das pessoas. Esses pacientes podem sofrer fortes dores de cabeça, desgaste dos dentes e distúrbios da articulação mandibular.

Normalmente este hábito ocorre à noite onde inconscientemente não se consegue ter controle das forças utilizadas nesta parafunção.
O bruxismo pode ser observado em todas as faixas etárias e com prevalência semelhante em ambos os sexos. As causas deste problema podem ser a tensão emocional e o fechamento inadequado da boca."

Estudo realizado por pesquisadores da Faculdade de Odontologia da Universidade Estadual de São Paulo (UNESP), associados a pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) investigou os aspectos e as características clínicas dos pacientes com bruxismo com e sem dor orofacial.
Os resultados da investigação estão na edição mais recente do periódico especializado Oral Surgery, Oral Medicine, Oral Pathology, Oral Radiology, and Endodontology e mostram que foram encontradas diferenças estatísticas entre o bruxismo com e sem a dor facial crônica.

Além disso, os questionários aplicados permitiram a interação entre a queixa principal e os achados clínicos. Os autores da investigação observaram também que os níveis de depressão aumentaram com a presença de dor em diversas regiões do corpo.
Para chegar a estas conclusões, foram analisados 100 pacientes, sendo 80 do sexo feminino.
Radiografias dentais podem detectar futuros problemas de coração?


Uma radiografia panorâmica feita a pedido do dentista pode mostrar mais do que problemas de saúde orais: o dentista também pode ajudar a detectar uma doença silenciosa do coração ou risco de derrame.

Radiografias panorâmicas podem detectar depósitos de cálcio que estreitam a artéria carótida no pescoço. Esta condição é chamada calcificação de artéria carótida (CAC).
Embora a CAC não indique sempre se a artéria carótida está bloqueada, pode indicar um risco mais elevado para derrames ou um evento cardíaco sério.

Um recente estudo examinou as radiografias dentais panorâmicas e o acompanhamento clínico de pacientes do sexo masculino examinados em um hospital para veteranos de guerra, entre 1986 e 2000.
Os pacientes com CAC identificável nas radiografias sofreram três vezes mais problemas de coração ou derrame em um período de três anos, quando comparado aos pacientes cujas artérias carótidas não mostraram depósitos de cálcio.
Se a radiografia panorâmica rotineira evidenciar a CAC, o dentista pode encaminhar o paciente para uma avaliação adicional e tratamento para possíveis problemas cardíacos e vasculares.

quinta-feira, maio 31, 2007

Dente Biológico

Dente biológico pode virar realidade no Brasil

Não é ficção científica.
O Brasil pode ser o primeiro País do mundo a criar dentes biológicos, produzidos a partir de células troncos adultas. Estudos iniciados em 2001 por cientistas brasileiros e estadunidenses indicam que, no máximo em dois anos, já será possível substituir um dente humano por outro, mantendo as mesmas características do anterior e sem risco de ser rejeitado pelo organismo.

A façanha, que permite o desenvolvimento de um substituto biológico de dentes humanos, já foi testada com êxito, inúmeras vezes, em ratos - dentes primitivos foram gerados na mandíbula desses mamíferos através da engenharia de tecidos. Testes em humanos começam a ser feitos até o final do ano, máximo no primeiro trimestre de 2008, segundo garantem os especialistas. Um banco de voluntários já está sendo formado para as primeiras experimentações, que imaginam-se vitoriosas.

Trata-se de uma verdadeira rev olução no campo odontológico - o desenvolvimento de um dente completo, com osso e cartilagem, gerados a partir de tecidos e órgãos biologicamente iguais e compatíveis com os seres humanos. O Journal of Dental Research, considerado uma bíblia para os odontólogos em todo o mundo, relata que os bons resultados obtidos com o processo também em outros tipos de mamíferos - porcos, especialmente - indicam que haverá sucesso similar com dentes humanos.
No Brasil, na linha de ponta, está o casal Monica e Silvio Dualibi, da Universidade Federal de São Paulo - que, juntamente com a pesquisadora Pamela Yelick, do Fosyuth Institute, ligado a Universidade de Harvard, nos EUA, iniciaram os estudos, há cerca de seis anos, para gerar dentes a partir de células troncos. A não opção dos estudiosos por células embrionárias agilizou as pesquisas. Evitou-se, assim, questões de ordem ética e religiosa, que poderiam empacar as experimentações. Mais: o uso de células adultas, preferencialment e do próprio receptor, reduz a quase zero um dos principais ! riscos d os implantes: a rejeição que poderia advir pela reação do sistema imunológico.

No Brasil, a experimentação em seres humanos, se bem sucedida, como se espera em meio a sociedade científica, será de fundamental valia na questão da saúde pública. O Brasil, como se sabe, lidera o ranking mundial de desdentados - são 50 milhões de edêntulos, segundo a Organização Mundial de Saúde. As opções atualmente existentes para suprir a ausência de dentição - as populares dentaduras, com efeitos danosos, já que provocam atrofia óssea maxilar, ou o sofisticado método de implante, inacessível a maioria da população - realçam a importância da regeneração dentária via célula tronco.
Os especialistas brasileiros surpreenderam a comunidade científica internacional por conta dos avanços no desenvolvimento da técnica para o uso em pessoas. Mesmo com verbas precárias, inicialmente, conseguiram agora, com incentivo de agência internacional de fomento - comenta-se que cerca de US$ 3,5 mi lhões teriam sido injetados no projeto - entender como se dá o processo que permite construir um dente completo. Aí entendido, além da coroa, a geração de estruturas de suporte - ligamentos, osso alveolar e o cemento radicular, uma espécie de tecido mineralizado, que garante a sustentação do dente no lugar.
É o Brasil em primeiro lugar no quesito da nova e revolucionária dentição.

Casca do ovo de crocodilo

Casca de ovo de crocodilo pode ser útil em tratamento dental


Cientistas tailandeses descobriram na casca de ovo de crocodilo uma rica fonte de hidroxiapatita, substância rica em cálcio empregada em implantes de dente e no tratamento de fraturas ósseas, informou nesta segunda-feira a imprensa local.
A descoberta foi feita por uma equipe de farmacêuticos da Universidade de Kasetsart, após uma pesquisa de quase três anos com ovos procedentes dos maiores criadores de crocodilos da Tailândia.
Segundo o professor Sutatip Sirisarnpisart, em um grama de casca de ovo de crocodilo há cerca de 70% de hidroxiapatita, substância que a indústria farmacêutica internacional extrai, atualmente, da casca de ovos de galinhas.
Em seus experimentos, os cientistas tailandeses constataram que as cascas de ovo de crocodilo, trituradas e misturadas com fosfato e expostas a um processo hipotérmico --como é feito com as de ovo de galinha--, possuem melhor qualidade, já que sua pigmentação é mais branca e apresentam maior espessura.
Os cientistas acreditam que os resultados da pesquisa ajudarão a fortalecer os negócios em criação de crocodilos no país.

quinta-feira, maio 17, 2007

Sensibilidade

Dentes sensíveis

Sentir dor ao comer determinados alimentos pode indicar hipersensibilidade dentinária; o problema é comum, mas leva pouca gente ao dentista.

Um café feito na hora, um suco de laranja refrescante, uma sobremesa açucarada. Alimentos como esses, que para a maioria das pessoas remetem a experiências prazerosas, podem ser sinônimo de dor para quem tem dentes sensíveis.
O problema, conhecido pelos especialistas como hipersensibilidade dentinária cervical, afeta cerca de 15 milhões de brasileiros, de acordo com estimativas mundiais. Apesar de ser mais comum em adultos jovens, com idade entre 20 e 40 anos, pode aparecer também em outras fases da vida.
O sintoma -dor aguda que surge devido a certos estímulos, como alimentos frios, quentes, ácidos e doces e escovação- costuma ser confundido com uma cárie. Nem todo mundo, no entanto, procura tratamento. Muitos pacientes acabam se acostumando com a dor. Apenas 49% procuram um profissional.
As causas são variadas, mas têm um fator em comum: a exposição da dentina, camada do dente que normalmente fica protegida pelo esmalte. Dentro dessa estrutura, há milhares de canais cheios de líquido, chamados túbulos dentinários. Estímulos que mudem a pressão ao longo do dente -alta ou baixa temperatura, por exemplo- provocam uma rápida movimentação desse líquido, que estimula as terminações nervosas, provocando a dor.
A erosão do esmalte que protege a dentina é uma causa comum de hipersensibilidade dentinária. Escovação muito forte e consumo excessivo de refrigerantes, frutas cítricas e bebidas isotônicas são o principais vilões.
Acreditamos que o problema esteja aumentando. Os adolescentes bebem litros de refrigerante. Isso é perigoso para o dente, e prevenir é o mais importante.
Muita gente acha que terá uma vida saudável ao tomar suco de laranja. De fato, as frutas cítricas são boas para o organismo, mas, se consumidas em excesso, fazem mal para o dente.
Acreditamos que os dentistas precisam lidar melhor com a questão pois, muitos não estão preparados e só percebem a erosão depois que ela está muito avançada.
Hoje, estuda-se mais o tema do que antes, mas ainda é algo recente.
O esmalte também pode ser desgastado por microfraturas. O bruxismo (hábito de apertar e ranger os dentes), por exemplo, pode ser um desencadeador. Outra causa freqüente de hipersensibilidade é a retração gengival (quando a gengiva se desloca, deixando a dentina exposta). Doenças periodontais e escovação inadequada -com escova de cerdas muito duras ou usando muita força- são dois fatores que fazem com que a gengiva se retraia. Com a idade, também é comum haver uma retração fisiológica leve ou moderada.
É comum que as pessoas se queixem de dentes sensíveis após passarem por tratamentos clareadores. Os clareadores contêm ácido e, se forem usados em concentrações altas por um longo período, podem causar uma sensibilidade passageira. É preciso saber prescrever corretamente o clareamento. e, sabemos que a aplicação de substâncias dessensibilizantes antes do clareamento pode diminuir esse efeito colateral, um dos mais freqüentes dessa técnica.
QUANDO TRATAR
A necessidade de passar por um tratamento e a técnica adotada dependem do grau de desconforto do paciente. A dor pode ser classificada como severa em 5% dos casos, discretamente severa em 17%, média em 43% e suave em 35%. Quando os fatores causais ocorrem isoladamente e com pouca intensidade, provocam uma dor suave que pode desaparecer espontaneamente, mas costuma ser cíclica. Mas o que observo na clínica é a ocorrência de vários fatores que podem provocar muita dor.
Apesar de algumas pessoas aceitarem melhor a dor, se ela existe, é um sinal de que algo está errado e precisa ser visto com atenção.
Em alguns casos, o uso de pastas de dentes específicas para hipersensibilidade suave pode ser suficiente para melhorar os sintomas. Outra opção para melhorar a dor é a aplicação de soluções dessensibilizantes. O laser também é um recurso utilizado. Não existe uma solução fácil. Ninguém pode assegurar que determinada estratégia vai eliminar a hipersensibilidade. Muitas vezes, resolve por um tempo, mas depois ela volta.
Para evitar que haja maior desgaste nas áreas onde ocorreu a perda de esmalte, recomendam também recorrer à restauração. Muitos dentistas dizem que, o tratamento não pode se restringir a atacar os sintomas. "Todos os tratamentos apenas sintomáticos são temporários. É necessário remover o fator causador", defendem. Algumas indicações são evitar alimentos ácidos, tratar o bruxismo e fazer uma escovação sem muita força e com a menor quantidade possível de pasta.

terça-feira, maio 08, 2007

Pacientes especiais
um desafio na Odontologia

Portadores de deficiências físicas ou mentais são cada vez menos diferentes. Tratamentos mais precoces, terapias modernas e novas propostas educacionais estão mudando o perfil dessas pessoas e estimulando sua participação social como cidadãos. Com isso, os preconceitos que sempre cercaram os deficientes começam a diminuir.
Na área médica, os profissionais já começam a perceber a necessidade de conhecer melhor o paciente especial. Os dentistas não estão excluídos desse contexto. Daqui para frente, também eles detectarão um aumento de demanda dos pacientes especiais. No entanto, o atendimento a essa clientela ainda é um grande desafio para a maioria dos dentistas.
Além de não receberem nas faculdades o treinamento necessário, o estudante de Odontologia não é treinado para interagir com outros profissionais, o que é fundamental quando o paciente é especial. Pessoas com deficiência exigem uma abordagem mutidisciplinar e o dentista precisará aprender a trocar experiências com outros profissionais sobre o seu paciente.
Esta troca implica numa mudança de atitude do profissional, desafia a sua formação tecnicista. Ele precisará saber, por exemplo, qual a melhor postura para uma pessoa paraplégica sentar-se na cadeira do dentista, ou como abordar uma criança autista.
Na prática diária, a grande maioria dos profissionais alega despreparo para cuidar dos pacientes especiais. Na verdade, a maioria tem receio de entrar em contato com esse universo, onde os pacientes, de fato, exigem ainda mais cuidados do profissional.
O trabalho com esse público é extremamente gratificante, ainda que exija mais tempo de consulta. Acreditamos que um diferencial importante do tratamento de pacientes especiais é a necessidade de uma abordagem lúdica.
Existe uma gama muito grande de deficiências mentais e físicas e cada uma requer uma abordagem diferente. Por isso, os cursos de atualização para esse tipo de atendimento enfocam os tipos de deficiência, noções de psicologia, interações medicamentosas, entre outros temas. É preciso investigar muito bem a deficiência do paciente e procurar fazer uma boa anamnese. Não há regras fixas. Muitas vezes, uma pessoa com deficiência física aparente pode ser mentalmente perfeita.
A técnica de contenção com faixas é muito utilizada no tratamento dos pacientes especiais.
Esta técnica é utilizada, com autorização dos pais, como alternativa ao centro cirúrgico.
O centro cirúrgico é caro e, além disso, o paciente não pode recorrer a ele sempre que tiver uma cárie.
Uma nova técnica que vem sendo utilizada na clínica é a acupuntura, que está apresentando ótimos resultados como método de sedação dos pacientes.
É possível perceber um aumento da motivação dos alunos e profissionais para o atendimento a pacientes especiais nos últimos anos. Mas lembramos que, para ser bem sucedido nessa opção, é preciso que o profissional tenha, além de uma boa formação generalista, vontade de entender os problemas do paciente especial e também de suas famílias.
De fato, tratar de um paciente especial é lidar com uma família especial, já que ela é muito afetada com o nascimento de uma criança especial. É comum que os pais passem por um processo de negação, culpa e finalmente, aceitação. O dentista não pode ficar de fora de tudo isso e precisa interagir com toda essa dinâmica para que obtenha bons resultados no tratamento de seus pacientes especiais. É interessante que os dentistas que trabalham com pacientes especiais também interajam com psicólogos sobre a sua prática diária, pois nem sempre o trabalho é fácil.
Além dos portadores de deficiências físicas e mentais, as gestantes, hipertensos, cardíacos, diabéticos e soro-positivos também compõem uma clientela especial, ainda que seu atendimento seja menos complicado. No entanto, lembramos que há ainda uma outra população, ainda não olhada pelas dentistas, que requerem tratamento diferenciado. São os dependentes químicos.
O contingente formado por essas pessoas está crescendo assustadoramente e os dentistas ainda não se deram conta disso. Eles tomam medicamentos que diminuem a saliva e perdem a auto-estima. Com isso, acabam apresentando muitos problemas bucais e perdendo os dentes prematuramente.
O futuro dos pacientes especiais

Em 1991, a Organização das Nações Unidas (ONU) documentou a proposta de criação da Sociedade Inclusiva. Na prática, o documento engloba uma série de ações que visam a formar uma sociedade mais justa no futuro, sem preconceitos ou exclusões. Independente de qualquer parâmetro, incluindo as deficiências físicas ou mentais, todas as pessoas terão o mesmo valor nessa nova proposta de sociedade. A ONU quer ver a Sociedade Inclusiva implantada em todo o mundo até o ano de 2010.
A partir dessa diretriz básica, inúmeras ações vêm se difundindo pelos diversos países que se sensibilizaram com a proposta da Inclusão, inclusive o Brasil. Aqui, o setor da Educação saiu na frente e muitas iniciativas estão sendo implementadas para integrar na escolas regulares as crianças e jovens com deficiências físicas ou mentais.
Ao contrário do que se imagina, os benefícios da Inclusão não atingem apenas as pessoas com deficiências, que deixam para trás um modelo de educação segregadora. Também as crianças e jovens sem qualquer tipo de deficiência ganham com a Inclusão, pois aprendem desde cedo a conviver com as diferenças, praticando a solidariedade e o respeito ao outro. Formarão, dessa forma, uma sociedade mais justa no futuro.

No setor de Saúde, as grandes mudanças ainda estão por vir. E não faltam pessoas à espera delas.

Só para se ter uma idéia, vou lhe dar um exemplo de uma cidade aqui bem perto do Rio de Janeiro:

Não há em Casimiro de Abreu sequer um dentista para cuidar das crianças e adolescentes com necessidades especiais na cidade. Só no Ciep da cidade, existem cerca de 30 crianças que sofrem com o problema.
"Os dentistas alegam que não tem especialização, mas o que se percebe é ainda há muito preconceito. Muitas crianças e jovens aqui na cidade, apesar da suas deficiências, têm perfeitas condições de serem tratadas nos consultórios, mas os dentistas sequer as mandam abrir a boca. Nem tratamento preventivo elas conseguem receber na cidade", diz a coordenadora técnica da Apae nesta cidade.

Refrigerante prejudica os dentes


Tomar refrigerante acarreta a erosão dental, processo caracterizado pela perda do tecido duro da superfície dos dentes.
O tecido duro da superfície dos dentes se divide em duas camadas: a mais externa corresponde ao esmalte e a mais interna, à dentina. A redução da dureza tanto do esmalte quanto da dentina deixa os dentes com má aparência, além de causar dor.
Quanto mais freqüente é o consumo de refrigerante, mais grave é a erosão dental. E, mesmo depois que o refrigerante pára de ser consumido, a ação da saliva não é suficiente para recuperar totalmente o tecido duro da superfície dos dentes.
O tratamento restaurador do esmalte e/ou da dentina é difícil, oneroso e requer contínuo acompanhamento, dizem os pesquisadores no artigo. Em função da natureza do fenômeno de erosão somente medidas de promoção de saúde bucal poderiam contribuir para o seu controle, comentam. Deste modo, orientação para reduzir a freqüência de contato dos dentes com refrigerantes, alimentos ácidos ou medicamentos é o conselho mais lógico e efetivo.
Os pesquisadores produziram blocos de esmalte e de dentina a partir de dentes bovinos. Foi escolhido dente bovino não só pela facilidade de obtenção, mas principalmente pelo fato de ter comportamento similar ao de dentes humanos em estudos de erosão, explicam no artigo. Os blocos foram colocados na cavidade bucal de seres humanos, que, durante o estudo, ingeriram de um a oito copos de refrigerante por dia.
A análise dos blocos após o consumo de refrigerante – bebida de elevada acidez – revelou perdas irreversíveis de dureza do esmalte e da dentina.
Medidas de promoção de saúde bucal devem ser enfatizadas devido à natureza do fenômeno de erosão dental provocado por ácidos também de outras origens.

segunda-feira, maio 07, 2007

Osteoporose e perda de dentes estão relacionadas

A perda de dentes e a osteoporose podem compartilhar fatores etiológicos que contribuiriam para o processo de evolução das duas doenças.
Um estudo que acaba de ser publicado pela revista especializada Journal of Oral Rehabilitation buscou identificar fatores que influenciariam tanto a perda de dentes quanto o processo de perda mineral óssea.
Seiscentas pessoas com mais de 70 anos foram aleatoriamente escolhidas no Japão para participarem de investigação que cruzou dados relativos à dentição e à osteoporose.
Segundo pesquisadores da Universidade de Hokkaido, no Japão, há uma significante relação entre o numero de dentes perdidos e a desmineralização de ossos observada através de densitometria óssea.

quinta-feira, abril 26, 2007

Odontologia Esportiva

Uma visita ao dentista pode salvar carreira de jogador


Odontologia ajuda atletas a prevenir traumatismos dentários e também a melhorar o desempenho nas competições. Necessidade da presença de profissionais especializados em eventos esportivos aumenta com a proximidade da Copa do Mundo e Jogos Pan-Americanos.

Profissionais de saúde bucal afirmam que um simples exame odontológico de rotina pode identificar problemas potencialmente prejudiciais ao desempenho dos jogadores em um momento crucial de um campeonato. Sem falar que a presença de um cirurgião-dentista pode ser providencial para atendimentos de emergência, principalmente em esportes de contato e alto risco como o futebol e basquete.

Uma infecção na boca pode acabar com a carreira de um atleta, provocando falta de fôlego e distensões. Além disso, a National Youth Sports Foundation (NYSSF), dos EUA, entidade dedicada aos estudos e à prevenção de traumas esportivos, afirma que todo atleta envolvido numa atividade esportiva de contato físico tem até 10% de chance, durante uma temporada, de sofrer lesão facial e 33% a 56% de probabilidade de que uma lesão deste tipo ocorra em toda sua carreira. Fora o risco para a saúde dos competidores, esse perigo também é um motivo de preocupação econômica para seus clubes e patrocinadores.

Apesar de reconhecerem a importância da higiene bucal e da presença de um cirurgião-dentista nas competições e treinos, os esportistas não adotam todas as precauções e cuidados. Realizou-se uma pesquisa em 2005 com atletas amadores da cidade de Bauru (SP), com idade entre 16 e 28 anos, praticantes das modalidades boxe, capoeira, futebol e voleibol.
Dos atletas entrevistados, apenas 17% usam protetores bucais durante a prática esportiva; 64% escovam os dentes três vezes ao dia; 50% usam fio dental e 33% não vão à clínica odontológica.
Estas constatações refletem uma realidade que comprova a necessidade de uma conscientização das instituições de saúde, educação e esportivas, para que sejam feitas campanhas públicas na tentativa de estimular os praticantes de esportes e a comunidade em geral para uma melhor atenção aos cuidados de higiene bucal e a praticar esporte com segurança, utilizando protetores bucais. Tais iniciativas têm de ensinar também os procedimentos imediatos frente a um traumatismo dentário.

Infecções Dentárias

Brasileiros identificam bactérias causadoras de infecção dentária


Evidências obtidas em estudos genéticos moleculares recentes revelaram que espécies orais de Treponema estão envolvidos em infecções de origem endodôntica.
Os Treponemas são agentes relativamente bem conhecidos, pois um deles, o Treponema pallidum, é o responsável pela ocorrência da sífilis.
Os estudos de genética molecular que identificaram duas novas espécies de treponemas foram realizados por pesquisadores brasileiros da Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro. Os investigadores descobriram que esses microorganismos estão presentes em grande parte dos casos de infecção endodôntica primária.

Segundo disseram em publicação na revista Oral Microbiology and Immunology, o Treponema parvum foi encontrado em mais da metade das amostras de dentes analisadas em laboratório pela equipe de pesquisa.
Outro germe, o Treponema putidum, também foi encontrado em algumas amostras, mas em proporção bastante inferior: 2%.

terça-feira, abril 24, 2007

POBRE TIRADENTES!



1. A PESAR
Formas de uma prática que se transformaria em Odontologia, estiveram presentes nas civilizações antigas, na Idade Média e no Renascimento e, a Odontologia Moderna, originou-se neste momento, século XVII, na Europa; particularmente, na França e Inglaterra.
Joaquim José da Silva Xavier foi, sobretudo, um grande humanista, desejoso de libertar-nos, brasileiros, das garras gananciosas dos colonizadores.
Alferes e "barbeiro-sangrador", popularizou-se pelas extrações dentárias realizadas, na tentativa de aliviar o sofrimento da população, no século XVIII.
No século XIX, os norte-americanos introduziram o conceito de "Piorréia Alveolar", articulado às "necroses ósseas" decorrentes das doenças gengivais e, pela primeira vez, extraiu-se um elemento dentário sob anestesia.
No final do século, outras ciências se desenvolveram, ampliando a compreensão do mundo e do próprio homem. Avançaram a microbiologia e a radiologia. A Psicanálise revolucionou o pensamento, com a elucidação do comportamento humano, apontando-nos subsídios para um melhor (con)viver.
2. MODELOS ASSISTENCIAIS - EMBRIÃO
A Odontologia de então, se ocupava com a eliminação dos dentes combalidos para alívio imediato da dor e, as denominadas técnicas conservadoras, de preservação dental - embrionariamente aparecidas a partir de meados do século XX -, encontraram resistências, na medida em que se popularizavam as resinas e a possibilidade de se confeccionar "dentaduras" - muito rentáveis - em massa, atendendo à demanda do mercado; desde então, já deformada.
Depois da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos, os países nórdicos e escandinavos, assumiram a liderança no desenvolvimento das pesquisas em Biologia Oral - principalmente em patologia, microbiologia e imunologia -; e legaram, a profissionais e clientes, a possibilidade de erradicação/controle de cáries dentárias e doenças periodontais; principais causas das perdas de dentes em humanos.
O então chamado modelo de PROMOÇÃO DE SAÚDE estabeleceu-se entre as décadas de 60 e 80, enaltecendo e privilegiando as técnicas preventivas e recuperadoras do sistema bucal. Houve, inclusive, grande avanço nos tratamentos endodônticos (de canais radiculares), das reabilitações (mormente em porcelanas), nos tratamentos ortodônticos (aparelhos intra e extra-orais) e na própria Periodontia, "especialidade odontológica responsável pelo diagnóstico, prevenção e tratamento das afecções gengivais e ósseas". Consolidaram-se conceitos fundamentais acerca de sua vertente conservadora e, seu segmento cirúrgico, deveras relevante, também se beneficiou, com a maior compreensão de manobras terapêuticas como enxertos gengivais e ósseos. Finalmente, na preservação do elemento dentário residia o cerne de nossa práxis. Tornáramo-nos profissionais de saúde, enfim!
3. AVANÇOS E RETROCESSOS
A "Implantologia Oral" - Implantodontia é um termo etimologicamente equivocado, pois não se implanta o elemento dentário - é a ciência que estuda os fundamentos científicos, técnicos, éticos e filosóficos das implantações aloplásticas. A possibilidade de reabilitar - estética, funcional e emocionalmente - indivíduos, através de implantes biocompatíveis, sobre os quais próteses específicas são confeccionadas, foi das conquistas mais expressivas da história da Odontologia.
A implantação foi preocupação milenar da humanidade, viabilizada cientificamente, ao longo do século XX, e consolidada, particularmente, em suas últimas duas décadas. A especialidade, reconhecida no Brasil em 1991, como qualquer outra, requer grandes investimentos humanos, materiais, pessoais e éticos para ser exercida com segurança, destreza e responsabilidade. Seleção criteriosa dos pacientes e casos, respeito às indicações e aos pré-requisitos múltiplos para sua realização, domínio amplo das técnicas cirúrgicas e expressivo conhecimento protético e oclusal, estão entre os aspectos que definirão seu maior ou menor êxito.
Atualmente, precisamos estar atentos e resistir, corajosamente, ao apelo, por vezes sedento e superestimado do mercado, acerca de suas benesses; esclarecendo a população sobre suas limitações e imprescindíveis cuidados prévios e posteriores à confecção e colocação de toda e qualquer prótese/reabilitação oral; convencional ou sobre implantes.
Necessitamos levar ao conhecimento dos usuários, a probabilidade severa de riscos aos chamados PROBLEMAS PERIMPLANTARES, caso um programa de cuidados periodontais / perimplantares, domiciliar e profissional, continuado, não seja estabelecido previa e posteriormente às reabilitações. Implantar saúde deve preceder à "implantação dentária!" Como TIRADENTES, precisaremos livrar a população das garras dos colonizadores, fabricantes e vendedores de materiais odontológicos; os grandes beneficiados com as deformações da profissão. Desta forma, estaremos zelando por sua reputação e qualidade, enquanto profissão de saúde, identidade duramente adquirida; zelando pela consolidação das especialidades - arduamente conquistadas -; e aumentando, consideravelmente, os êxitos dos tratamentos e quilate da relação dos clientes com a própria seara.
4. ALUCINAÇÃO & EVOLUÇÃO
Na clínica odontológica, o maior desafio talvez seja, eticamente, colocarmo-nos de forma a conter o excesso de otimismo dos sujeitos que nos chegam, a cada novidade que lhes mostra a imprensa. A fetichização da Odontologia e de suas "insígnias fálicas", para clientes e profissionais, é seara que, no futuro ainda precisará ser melhor investigada e compreendida pelos estudiosos do comportamento humano, nos meandros sinuosos do psiquismo. A evolução, em seu sentido Lato, é um processo lento, com acertos e erros e suas conseqüências. Tentemos. Enalteçamos os procedimentos capazes de prevenir que a população adoeça. Quando necessário, reabilitemo-na com todos os recursos tecnológicos que a atualidade nos oferece; alertando-as, entretanto, das limitações de cada procedimento. O tempo passa e traz perdas irrecuperáveis, é Real. Que, principalmente, sejamos capazes - e interessados -, em instituir uma rotina verdadeiramente sensibilizada à promoção e manutenção da saúde.
Haverá resistências, a realidade é ainda mais complexas. Cardiopatas são tabagistas, mesmo após infartos; idem hipertensos, que insistem no sedentarismo; diabéticos permanecem compulsivos comedores de sacarose. Ainda estamos a destruir o planeta. Com atitude.
POBRE TIRADENTES!
Com essa, ele não contava...