Quem sou eu

Minha foto
Av. N. Sra. de Copacabana, 978 / 506 - Copacabana, Rio de Janeiro, Brazil
Tel. (21) 2247-3454 ___ Tel. (21) 8178-7190 ( Emerg. )

quinta-feira, maio 31, 2007

Dente Biológico

Dente biológico pode virar realidade no Brasil

Não é ficção científica.
O Brasil pode ser o primeiro País do mundo a criar dentes biológicos, produzidos a partir de células troncos adultas. Estudos iniciados em 2001 por cientistas brasileiros e estadunidenses indicam que, no máximo em dois anos, já será possível substituir um dente humano por outro, mantendo as mesmas características do anterior e sem risco de ser rejeitado pelo organismo.

A façanha, que permite o desenvolvimento de um substituto biológico de dentes humanos, já foi testada com êxito, inúmeras vezes, em ratos - dentes primitivos foram gerados na mandíbula desses mamíferos através da engenharia de tecidos. Testes em humanos começam a ser feitos até o final do ano, máximo no primeiro trimestre de 2008, segundo garantem os especialistas. Um banco de voluntários já está sendo formado para as primeiras experimentações, que imaginam-se vitoriosas.

Trata-se de uma verdadeira rev olução no campo odontológico - o desenvolvimento de um dente completo, com osso e cartilagem, gerados a partir de tecidos e órgãos biologicamente iguais e compatíveis com os seres humanos. O Journal of Dental Research, considerado uma bíblia para os odontólogos em todo o mundo, relata que os bons resultados obtidos com o processo também em outros tipos de mamíferos - porcos, especialmente - indicam que haverá sucesso similar com dentes humanos.
No Brasil, na linha de ponta, está o casal Monica e Silvio Dualibi, da Universidade Federal de São Paulo - que, juntamente com a pesquisadora Pamela Yelick, do Fosyuth Institute, ligado a Universidade de Harvard, nos EUA, iniciaram os estudos, há cerca de seis anos, para gerar dentes a partir de células troncos. A não opção dos estudiosos por células embrionárias agilizou as pesquisas. Evitou-se, assim, questões de ordem ética e religiosa, que poderiam empacar as experimentações. Mais: o uso de células adultas, preferencialment e do próprio receptor, reduz a quase zero um dos principais ! riscos d os implantes: a rejeição que poderia advir pela reação do sistema imunológico.

No Brasil, a experimentação em seres humanos, se bem sucedida, como se espera em meio a sociedade científica, será de fundamental valia na questão da saúde pública. O Brasil, como se sabe, lidera o ranking mundial de desdentados - são 50 milhões de edêntulos, segundo a Organização Mundial de Saúde. As opções atualmente existentes para suprir a ausência de dentição - as populares dentaduras, com efeitos danosos, já que provocam atrofia óssea maxilar, ou o sofisticado método de implante, inacessível a maioria da população - realçam a importância da regeneração dentária via célula tronco.
Os especialistas brasileiros surpreenderam a comunidade científica internacional por conta dos avanços no desenvolvimento da técnica para o uso em pessoas. Mesmo com verbas precárias, inicialmente, conseguiram agora, com incentivo de agência internacional de fomento - comenta-se que cerca de US$ 3,5 mi lhões teriam sido injetados no projeto - entender como se dá o processo que permite construir um dente completo. Aí entendido, além da coroa, a geração de estruturas de suporte - ligamentos, osso alveolar e o cemento radicular, uma espécie de tecido mineralizado, que garante a sustentação do dente no lugar.
É o Brasil em primeiro lugar no quesito da nova e revolucionária dentição.

Casca do ovo de crocodilo

Casca de ovo de crocodilo pode ser útil em tratamento dental


Cientistas tailandeses descobriram na casca de ovo de crocodilo uma rica fonte de hidroxiapatita, substância rica em cálcio empregada em implantes de dente e no tratamento de fraturas ósseas, informou nesta segunda-feira a imprensa local.
A descoberta foi feita por uma equipe de farmacêuticos da Universidade de Kasetsart, após uma pesquisa de quase três anos com ovos procedentes dos maiores criadores de crocodilos da Tailândia.
Segundo o professor Sutatip Sirisarnpisart, em um grama de casca de ovo de crocodilo há cerca de 70% de hidroxiapatita, substância que a indústria farmacêutica internacional extrai, atualmente, da casca de ovos de galinhas.
Em seus experimentos, os cientistas tailandeses constataram que as cascas de ovo de crocodilo, trituradas e misturadas com fosfato e expostas a um processo hipotérmico --como é feito com as de ovo de galinha--, possuem melhor qualidade, já que sua pigmentação é mais branca e apresentam maior espessura.
Os cientistas acreditam que os resultados da pesquisa ajudarão a fortalecer os negócios em criação de crocodilos no país.

quinta-feira, maio 17, 2007

Sensibilidade

Dentes sensíveis

Sentir dor ao comer determinados alimentos pode indicar hipersensibilidade dentinária; o problema é comum, mas leva pouca gente ao dentista.

Um café feito na hora, um suco de laranja refrescante, uma sobremesa açucarada. Alimentos como esses, que para a maioria das pessoas remetem a experiências prazerosas, podem ser sinônimo de dor para quem tem dentes sensíveis.
O problema, conhecido pelos especialistas como hipersensibilidade dentinária cervical, afeta cerca de 15 milhões de brasileiros, de acordo com estimativas mundiais. Apesar de ser mais comum em adultos jovens, com idade entre 20 e 40 anos, pode aparecer também em outras fases da vida.
O sintoma -dor aguda que surge devido a certos estímulos, como alimentos frios, quentes, ácidos e doces e escovação- costuma ser confundido com uma cárie. Nem todo mundo, no entanto, procura tratamento. Muitos pacientes acabam se acostumando com a dor. Apenas 49% procuram um profissional.
As causas são variadas, mas têm um fator em comum: a exposição da dentina, camada do dente que normalmente fica protegida pelo esmalte. Dentro dessa estrutura, há milhares de canais cheios de líquido, chamados túbulos dentinários. Estímulos que mudem a pressão ao longo do dente -alta ou baixa temperatura, por exemplo- provocam uma rápida movimentação desse líquido, que estimula as terminações nervosas, provocando a dor.
A erosão do esmalte que protege a dentina é uma causa comum de hipersensibilidade dentinária. Escovação muito forte e consumo excessivo de refrigerantes, frutas cítricas e bebidas isotônicas são o principais vilões.
Acreditamos que o problema esteja aumentando. Os adolescentes bebem litros de refrigerante. Isso é perigoso para o dente, e prevenir é o mais importante.
Muita gente acha que terá uma vida saudável ao tomar suco de laranja. De fato, as frutas cítricas são boas para o organismo, mas, se consumidas em excesso, fazem mal para o dente.
Acreditamos que os dentistas precisam lidar melhor com a questão pois, muitos não estão preparados e só percebem a erosão depois que ela está muito avançada.
Hoje, estuda-se mais o tema do que antes, mas ainda é algo recente.
O esmalte também pode ser desgastado por microfraturas. O bruxismo (hábito de apertar e ranger os dentes), por exemplo, pode ser um desencadeador. Outra causa freqüente de hipersensibilidade é a retração gengival (quando a gengiva se desloca, deixando a dentina exposta). Doenças periodontais e escovação inadequada -com escova de cerdas muito duras ou usando muita força- são dois fatores que fazem com que a gengiva se retraia. Com a idade, também é comum haver uma retração fisiológica leve ou moderada.
É comum que as pessoas se queixem de dentes sensíveis após passarem por tratamentos clareadores. Os clareadores contêm ácido e, se forem usados em concentrações altas por um longo período, podem causar uma sensibilidade passageira. É preciso saber prescrever corretamente o clareamento. e, sabemos que a aplicação de substâncias dessensibilizantes antes do clareamento pode diminuir esse efeito colateral, um dos mais freqüentes dessa técnica.
QUANDO TRATAR
A necessidade de passar por um tratamento e a técnica adotada dependem do grau de desconforto do paciente. A dor pode ser classificada como severa em 5% dos casos, discretamente severa em 17%, média em 43% e suave em 35%. Quando os fatores causais ocorrem isoladamente e com pouca intensidade, provocam uma dor suave que pode desaparecer espontaneamente, mas costuma ser cíclica. Mas o que observo na clínica é a ocorrência de vários fatores que podem provocar muita dor.
Apesar de algumas pessoas aceitarem melhor a dor, se ela existe, é um sinal de que algo está errado e precisa ser visto com atenção.
Em alguns casos, o uso de pastas de dentes específicas para hipersensibilidade suave pode ser suficiente para melhorar os sintomas. Outra opção para melhorar a dor é a aplicação de soluções dessensibilizantes. O laser também é um recurso utilizado. Não existe uma solução fácil. Ninguém pode assegurar que determinada estratégia vai eliminar a hipersensibilidade. Muitas vezes, resolve por um tempo, mas depois ela volta.
Para evitar que haja maior desgaste nas áreas onde ocorreu a perda de esmalte, recomendam também recorrer à restauração. Muitos dentistas dizem que, o tratamento não pode se restringir a atacar os sintomas. "Todos os tratamentos apenas sintomáticos são temporários. É necessário remover o fator causador", defendem. Algumas indicações são evitar alimentos ácidos, tratar o bruxismo e fazer uma escovação sem muita força e com a menor quantidade possível de pasta.

terça-feira, maio 08, 2007

Pacientes especiais
um desafio na Odontologia

Portadores de deficiências físicas ou mentais são cada vez menos diferentes. Tratamentos mais precoces, terapias modernas e novas propostas educacionais estão mudando o perfil dessas pessoas e estimulando sua participação social como cidadãos. Com isso, os preconceitos que sempre cercaram os deficientes começam a diminuir.
Na área médica, os profissionais já começam a perceber a necessidade de conhecer melhor o paciente especial. Os dentistas não estão excluídos desse contexto. Daqui para frente, também eles detectarão um aumento de demanda dos pacientes especiais. No entanto, o atendimento a essa clientela ainda é um grande desafio para a maioria dos dentistas.
Além de não receberem nas faculdades o treinamento necessário, o estudante de Odontologia não é treinado para interagir com outros profissionais, o que é fundamental quando o paciente é especial. Pessoas com deficiência exigem uma abordagem mutidisciplinar e o dentista precisará aprender a trocar experiências com outros profissionais sobre o seu paciente.
Esta troca implica numa mudança de atitude do profissional, desafia a sua formação tecnicista. Ele precisará saber, por exemplo, qual a melhor postura para uma pessoa paraplégica sentar-se na cadeira do dentista, ou como abordar uma criança autista.
Na prática diária, a grande maioria dos profissionais alega despreparo para cuidar dos pacientes especiais. Na verdade, a maioria tem receio de entrar em contato com esse universo, onde os pacientes, de fato, exigem ainda mais cuidados do profissional.
O trabalho com esse público é extremamente gratificante, ainda que exija mais tempo de consulta. Acreditamos que um diferencial importante do tratamento de pacientes especiais é a necessidade de uma abordagem lúdica.
Existe uma gama muito grande de deficiências mentais e físicas e cada uma requer uma abordagem diferente. Por isso, os cursos de atualização para esse tipo de atendimento enfocam os tipos de deficiência, noções de psicologia, interações medicamentosas, entre outros temas. É preciso investigar muito bem a deficiência do paciente e procurar fazer uma boa anamnese. Não há regras fixas. Muitas vezes, uma pessoa com deficiência física aparente pode ser mentalmente perfeita.
A técnica de contenção com faixas é muito utilizada no tratamento dos pacientes especiais.
Esta técnica é utilizada, com autorização dos pais, como alternativa ao centro cirúrgico.
O centro cirúrgico é caro e, além disso, o paciente não pode recorrer a ele sempre que tiver uma cárie.
Uma nova técnica que vem sendo utilizada na clínica é a acupuntura, que está apresentando ótimos resultados como método de sedação dos pacientes.
É possível perceber um aumento da motivação dos alunos e profissionais para o atendimento a pacientes especiais nos últimos anos. Mas lembramos que, para ser bem sucedido nessa opção, é preciso que o profissional tenha, além de uma boa formação generalista, vontade de entender os problemas do paciente especial e também de suas famílias.
De fato, tratar de um paciente especial é lidar com uma família especial, já que ela é muito afetada com o nascimento de uma criança especial. É comum que os pais passem por um processo de negação, culpa e finalmente, aceitação. O dentista não pode ficar de fora de tudo isso e precisa interagir com toda essa dinâmica para que obtenha bons resultados no tratamento de seus pacientes especiais. É interessante que os dentistas que trabalham com pacientes especiais também interajam com psicólogos sobre a sua prática diária, pois nem sempre o trabalho é fácil.
Além dos portadores de deficiências físicas e mentais, as gestantes, hipertensos, cardíacos, diabéticos e soro-positivos também compõem uma clientela especial, ainda que seu atendimento seja menos complicado. No entanto, lembramos que há ainda uma outra população, ainda não olhada pelas dentistas, que requerem tratamento diferenciado. São os dependentes químicos.
O contingente formado por essas pessoas está crescendo assustadoramente e os dentistas ainda não se deram conta disso. Eles tomam medicamentos que diminuem a saliva e perdem a auto-estima. Com isso, acabam apresentando muitos problemas bucais e perdendo os dentes prematuramente.
O futuro dos pacientes especiais

Em 1991, a Organização das Nações Unidas (ONU) documentou a proposta de criação da Sociedade Inclusiva. Na prática, o documento engloba uma série de ações que visam a formar uma sociedade mais justa no futuro, sem preconceitos ou exclusões. Independente de qualquer parâmetro, incluindo as deficiências físicas ou mentais, todas as pessoas terão o mesmo valor nessa nova proposta de sociedade. A ONU quer ver a Sociedade Inclusiva implantada em todo o mundo até o ano de 2010.
A partir dessa diretriz básica, inúmeras ações vêm se difundindo pelos diversos países que se sensibilizaram com a proposta da Inclusão, inclusive o Brasil. Aqui, o setor da Educação saiu na frente e muitas iniciativas estão sendo implementadas para integrar na escolas regulares as crianças e jovens com deficiências físicas ou mentais.
Ao contrário do que se imagina, os benefícios da Inclusão não atingem apenas as pessoas com deficiências, que deixam para trás um modelo de educação segregadora. Também as crianças e jovens sem qualquer tipo de deficiência ganham com a Inclusão, pois aprendem desde cedo a conviver com as diferenças, praticando a solidariedade e o respeito ao outro. Formarão, dessa forma, uma sociedade mais justa no futuro.

No setor de Saúde, as grandes mudanças ainda estão por vir. E não faltam pessoas à espera delas.

Só para se ter uma idéia, vou lhe dar um exemplo de uma cidade aqui bem perto do Rio de Janeiro:

Não há em Casimiro de Abreu sequer um dentista para cuidar das crianças e adolescentes com necessidades especiais na cidade. Só no Ciep da cidade, existem cerca de 30 crianças que sofrem com o problema.
"Os dentistas alegam que não tem especialização, mas o que se percebe é ainda há muito preconceito. Muitas crianças e jovens aqui na cidade, apesar da suas deficiências, têm perfeitas condições de serem tratadas nos consultórios, mas os dentistas sequer as mandam abrir a boca. Nem tratamento preventivo elas conseguem receber na cidade", diz a coordenadora técnica da Apae nesta cidade.

Refrigerante prejudica os dentes


Tomar refrigerante acarreta a erosão dental, processo caracterizado pela perda do tecido duro da superfície dos dentes.
O tecido duro da superfície dos dentes se divide em duas camadas: a mais externa corresponde ao esmalte e a mais interna, à dentina. A redução da dureza tanto do esmalte quanto da dentina deixa os dentes com má aparência, além de causar dor.
Quanto mais freqüente é o consumo de refrigerante, mais grave é a erosão dental. E, mesmo depois que o refrigerante pára de ser consumido, a ação da saliva não é suficiente para recuperar totalmente o tecido duro da superfície dos dentes.
O tratamento restaurador do esmalte e/ou da dentina é difícil, oneroso e requer contínuo acompanhamento, dizem os pesquisadores no artigo. Em função da natureza do fenômeno de erosão somente medidas de promoção de saúde bucal poderiam contribuir para o seu controle, comentam. Deste modo, orientação para reduzir a freqüência de contato dos dentes com refrigerantes, alimentos ácidos ou medicamentos é o conselho mais lógico e efetivo.
Os pesquisadores produziram blocos de esmalte e de dentina a partir de dentes bovinos. Foi escolhido dente bovino não só pela facilidade de obtenção, mas principalmente pelo fato de ter comportamento similar ao de dentes humanos em estudos de erosão, explicam no artigo. Os blocos foram colocados na cavidade bucal de seres humanos, que, durante o estudo, ingeriram de um a oito copos de refrigerante por dia.
A análise dos blocos após o consumo de refrigerante – bebida de elevada acidez – revelou perdas irreversíveis de dureza do esmalte e da dentina.
Medidas de promoção de saúde bucal devem ser enfatizadas devido à natureza do fenômeno de erosão dental provocado por ácidos também de outras origens.

segunda-feira, maio 07, 2007

Osteoporose e perda de dentes estão relacionadas

A perda de dentes e a osteoporose podem compartilhar fatores etiológicos que contribuiriam para o processo de evolução das duas doenças.
Um estudo que acaba de ser publicado pela revista especializada Journal of Oral Rehabilitation buscou identificar fatores que influenciariam tanto a perda de dentes quanto o processo de perda mineral óssea.
Seiscentas pessoas com mais de 70 anos foram aleatoriamente escolhidas no Japão para participarem de investigação que cruzou dados relativos à dentição e à osteoporose.
Segundo pesquisadores da Universidade de Hokkaido, no Japão, há uma significante relação entre o numero de dentes perdidos e a desmineralização de ossos observada através de densitometria óssea.